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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Gerencia dos riscos físicos sanitários


Imagem do Nível Central da SUBVISA retirado da Internet.





Quanto maior for o controle da qualidade disponibilizado nos procedimentos realizados (processo de trabalho), nas boas condições de uso dos equipamentos empregados, na otimização de doses, no processamento da imagem e nas condições adequadas à leitura da imagem para o laudo médico, menor será a potencialização dos riscos para o paciente e equipe de trabalho. 

Na figura abaixo, copiada da rede, observo as condições necessárias para a realização de uma radiografia odontológica. O adequado posicionamento do tubo de Raios-X, o avental plumbífero, as condições de higienização e desinfecção das superfícies dos equipamentos, o posicionador alinhado paralelamente ao eixo do raio central e as condições adequadas da câmara escura, onde além do impedimento da incidência de luz se requer o controle, de acordo com o tipo de filme, da temperatura e da velocidade de revelação química. 


A figura abaixo eu à construí e será modificada novamente em 2018 acrescentando-se os riscos psico-sociais.


Devemos aprender a lidar com a situação de risco. Isso não significa que temos que conviver com ele eternamente. Se temos que passar por uma passarela improvisada, suas amarrações devem passar por um controle de qualidade. Mas, se ela não cai, isso não significa que deva ficar eternamente improvisada sobre uma via expressa, tal como a Av. Brasil. Um dia alguém esbarra e ela cai. As etapas importantes na gerência dos riscos não permitem o posicionamento político, mas requerem decisões firmes com base técnica. Na figura abaixo descrevo as etapas da gerência de riscos que podem ser aplicadas aos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) com serviços de imagem. 



Aplicações da Física.













Imagens obtidas em inspeções sanitárias no Rio de Janeiro que indicam inadequações. Na figura abaixo na esquerda é observado o avental plumbífero inadequado de acordo com a espessura e densidade equivalentes à radioproteção em desacordo com a Portaria 453 e observo o seu posicionamento dobrado de forma inadequada que fratura o material comprometendo a blindagem. Na figura abaixo à direita é observado um equipamento de tomografia computadorizada do tipo Cone Beam odontológico instalado sem o Laudo de radioproteção do Laboratório de Ciências Radiológicas (LCR) da UERJ. 

Imagens obtidas em inspeções sanitárias em Serviços Odontológicos no Rio de Janeiro indicando inadequações. Na figura abaixo na esquerda é observado o avental plumbífero "guardado" de forma inadequada. Observo, também, uma tenra e fina camada de vegetação criptogâmica se desenvolvendo sob a influência da umidade e do calor sobre a parede úmida ao fundo deste ambiente.


Na figura acima à direita é observado num serviço de Radiologia a negligencia e a ignorância relativas à radioproteção, onde esses materiais não oferecem a barreira (blindagem) adequada. 

Radioproteção.


Nos Serviços Radiológicos há a necessidade de realização de medições periódicas do desempenho do equipamento, para estimular a otimização da dose. No Estado do Rio de Janeiro essas medições periódicas são conseguidas através da exigência da Vigilância Sanitária do Laudo de Radioproteção do LCR (Laboratório de Ciências Radiológicas) da UERJ. Entretanto somente esta exigência não significa garantia de radioproteção.



Na figura abaixo observo a forma clara das necessidades para a Radioproteção.

Figura copiada da Internet sobre trabalhos de radioproteção no Japão. Esta figura abaixo mostra uma escala de 0,01 até 10,0. Valores de dose equivalente (que leva em consideração o fator de ponderação do órgão ou tecido). A figura tem simetria axial. A esquerda refere-se a exposição natural, isto é, a condição de se estar submetido à exposição resultante da radiação natural local. À direita refere-se a exposição médica para fins de diagnóstico ou terapia. A bandeira do Brasil indica que esta região geográfica recebe, relativamente às outras, doses mais elevadas. Os motivos estão relacionados as questões ambientais e, também, culturais e educacionais. O Brasil, devido a sua posição geográfica relacionada à inclinação do eixo da Terra em relação a sua orbita, recebe maior parcela da radiação cósmica  incidente. Deve ser observado ainda, que no Brasil há presença de radionuclídeos naturais na água, solo, ar e biota, além de se considerar que nesta região há atividades humanas realizadas sem planejamento e com radioproteção negligenciada.


Na figura abaixo outro autor representa os mesmos valores de dose equivalente estimada em mSv. Observe os dispositivos médicos e atividades exercidas de trabalho, esporte e lazer. Observamos que para as atividades realizadas em longos períodos de tempo ao ar livre (jogo de tênis) há uma estimativa de dose elevada de 2,4 mSv. Em grandes altitudes estima-se uma dose de 0,19 mSv, sendo esta mais do que o dobro de uma dose relacionada com uma radiografia de tórax (0,06 mSv). Num procedimento de radiografia com fluoroscopia estima-se doses dez vezes maior (0,6 mSv) do que esta.


Figura copiada da rede. Uso a figura para mostrar um item na importante a ser considerado na inspeção. Não deve haver pontos de cruzamento de fluxos na Central de Esterilização de Materiais (CME) em um Serviço Odontológico.
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Na figura abaixo copiada da rede o autor não dá importância aos pontos de cruzamento de fluxos na Central de Esterilização de Materiais em um Serviço Odontológico. Os materiais sujos e limpos têm fluxos que se cruzam na porta da CME.


Figuras copiadas da Internet de um Serviço Odontológico onde não é dada a importância aos pontos de cruzamento de fluxos na Central de Esterilização de Materiais (CME).


Figura obtida na Internet. Um Serviço Odontológico inadequado com vegetação na sala.



Figura copiada da Internet.