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domingo, 28 de abril de 2019

Gerencia dos riscos físicos sanitários

Curso de Capacitação para Técnicos de Inspeção Sanitária (ênfase nos Serviços de Odontologia - 2018)












Imagem do Nível Central da SUBVISA retirado da Internet.







Quanto maior for o controle da qualidade menor será a potencialização dos riscos para os pacientes e a equipe de trabalho. 



Alguns itens do controle da qualidade dos Serviços Odontológicos e de Imagem requerendo observação atenta na inspeção sanitária:

  • Processo de trabalho (procedimentos realizados) adequado;
  • Condições adequadas ao uso dos equipamentos e dispositivos médicos empregados;
  • Otimização de doses de radiação ionizante absorvida;
  • Processamento adequado da imagem;
  • Condições adequadas à leitura da imagem para um laudo médico;
  • Mobiliário adequado;
  • Fluxos adequados;
  • Condições adequadas da CME;
  • Fiação elétrica adequada;

Outras condições necessárias referentes as boas práticas dos serviços de imagem odontológicos:
  • O adequado posicionamento do tubo de Raios-X;
  • O uso do posicionador alinhado paralelamente ao eixo do raio central;
  • O uso e oferta do avental plumbífero;
  • As condições de higienização e da desinfecção das superfícies dos equipamentos;
Quando houver revelação da imagem por processamento químico as condições de adequação da câmara escura devem ser atendidas, isto é, além do impedimento para a incidência da luz visível se requer o controle para a revelação química de acordo com o tipo de filme, a temperatura e a velocidade de revelação química. 




Os tipos de riscos potenciais em Serviços odontológicos.








Conviver com a situação de risco requer eficaz controle da qualidade. Por exemplo, o uso de uma passarela provisória requer o controle da qualidade de suas amarrações. Se uma passarela não cai, isso não significa que ela vai ficar eternamente sobre uma via expressa.

As etapas importantes na gerência dos riscos sanitários não permitem espaços ao posicionamento puramente político, mas requerem decisões firmes com base técnica. Na figura abaixo há um esboço das etapas da gerência de riscos que podem ser aplicadas aos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) com serviços de imagem, tais como os Serviços Odontológicos. 




Os riscos nos EAS originados dos agentes físicos .









Riscos Ergonômicos









Proteção Radiológica.

Os brinquedos de Brendan Fitzpatrick sob a radiação ionizante.

Montagem feita com as imagens de Brendan Fitzpatrick

Os Serviços Radiológicos necessitam funcionar de acordo com a Portaria MS/SVS nº 453 de 1 de junho de 1998. Esta portaria está prestes a ser revogada e se encontra em consulta pública uma proposta resolução da ANVISA mais abrangente.

Figura copiada da Internet e modificada


Na figura abaixo observamos uma condição básica necessária para a proteção radiológica na realização de uma radiografia odontológica.

Figura copiada da Internet e modificada


A necessidade de realização das medições periódicas relativas ao desempenho do equipamento para se verificar o adequado cumprimento ao princípio de otimização da dose. 

No Estado do Rio de Janeiro essas medições periódicas são conseguidas através da exigência do laudo de Proteção Radiológica emitido pelo Laboratório de Ciências Radiológicas (LCR) da UERJ. Entretanto somente esta exigência não significa garantia de radioproteção.


Na figura abaixo à direita é observado um equipamento de tomografia computadorizada do tipo Cone Beam. No momento da inspeção este equipamento odontológico instalado se apresentava sem o Laudo de Proteção Radiológica.








Na figura abaixo é observado um avental plumbífero que deve ser ofertado ao usuário. Este se entrava "guardado" de forma inadequada. O inadequado posicionamento dobrado de fratura o material comprometendo a blindagem. 

É comum encontrarmos o avental plumbífero inadequado de acordo com a espessura e/ou densidade equivalentes à radioproteção em desacordo com a Portaria 453.

Observamos na imagem, também, uma tenra e fina camada de mofo na parede, isto é, vegetação criptogâmica se desenvolvendo sob a influência da umidade e do calor sobre a parede úmida ao fundo deste ambiente de saúde.



Na figura acima e à direita é observado num serviço de Radiologia a negligencia e a ignorância relativas à proteção radiológica, onde esses materiais presentes não oferecem a barreira (blindagem) adequada. 


Uso do dosímetro individual

Temos observado que os estagiários são monitorados de forma inadequada no Rio de Janeiro, pois o dosímetro não fica no estabelecimento de saúde junto com os dosímetros dos funcionários. O dosímetro padrão dos estagiários não é o mesmo padrão dos funcionários. Geralmente os cursos técnicos de radiologia exigem que eles paguem pelo uso do dosímetro e, tanto as empresas que fornecem os dosímetros, como os estabelecimentos de saúde, não se responsabilizam pelo monitoramento desses indivíduos.




Nas duas figuras abaixo copiadas da Internet sobre trabalhos de radioproteção no Japão observamos escalas de 0,01 até 10,0 mili siervet (mSv). São valores de dose equivalente (que leva em consideração o fator de ponderação do órgão ou tecido). As figuras tem simetria axial (vertical e horizontal respectivamente). 

O sievert (Sv) é a unidade usada para avaliação do impacto da radiação ionizante sobre os seres humanos.



A esquerda da figura acima refere-se a exposição natural, isto é, a condição de se estar submetido à exposição resultante da radiação natural local. À direita refere-se a exposição médica para fins de diagnóstico ou terapia. 

A bandeira do Brasil indica que esta região geográfica recebe, relativamente às outras, doses mais elevadas. Os motivos estão relacionados as questões ambientais e, também, culturais e educacionais. O Brasil, devido a sua posição geográfica relacionada à inclinação do eixo da Terra em relação a sua orbita, recebe maior parcela da radiação cósmica  incidente. Deve ser observado ainda, que no Brasil há presença de radionuclídeos naturais na água, solo, ar e biota, além de se considerar que nesta região há atividades humanas realizadas sem planejamento e com radioproteção negligenciada.



Na figura acima outro autor representa o mesmo intervalo de valores de dose equivalente estimada em mSv. Observe os dispositivos médicos e atividades exercidas de trabalho, esporte e lazer. Observe que para as atividades realizadas em longos períodos de tempo ao ar livre (jogo de tênis) há uma estimativa de dose elevada de 2,4 mSv. Em grandes altitudes estima-se uma dose de 0,19 mSv, sendo esta mais do que o dobro de uma dose relacionada com uma radiografia de tórax (0,06 mSv). Num procedimento de radiologia intervencionista com fluoroscopia estima-se doses dez vezes maior (0,6 mSv) do que esta.

Fluxos


Na figura copiada da rede observamos um item importante a ser considerado na inspeção sanitária dos Serviços odontológicos. Não deve haver pontos de cruzamento de fluxos na Central de Esterilização de Materiais (CME) em um Serviço Odontológico.
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Na imagem abaixo copiada da propaganda de um Serviço Odontológico observamos a inadequação dos pontos de cruzamento de fluxos dos materiais limpos e dos materiais sujos na Central de Esterilização de Materiais (CME). Os materiais sujos e limpos têm fluxos que se cruzam.





Um Serviço Odontológico inadequado com vegetação na sala de exames e procedimentos odontológicos.



Figura copiada da Internet.



segunda-feira, 22 de maio de 2017

Análise dos riscos nos estabelecimentos de saúde com serviços de imagem

Curso de capacitação para Técnicos da SUBVISA realizado em 2017


O mapa modificado de outro copiado da UFRRJ

Montagem de imagens copiadas e modificadas da Internet.

Tabela modificada de outra da rede Internet.






Inspeção sanitária em Serviços de Imagem


Inadequações observadas.


Vários equipamentos na sala de exames.


Fiação exposta.



Blindagem adequada.


Inadequação da área de comando com uma mesa impedindo o posicionamento do Técnico em Radiologia.



Blindagens inadequadas.



Sinalização, símbolos padronizados e avisos.





Equipamentos não íntegros.






Equipamentos não íntegros.
Adequação do campo luminoso com o campo de radiação.


Inadequação entre a coincidência do campo luminoso com o campo de radiação.